quinta-feira, 31 de março de 2011

Entrevista

Maria Regina Gomes – Ax. Dep. Pessoal

  1. Você acredita que a cidade possa se desenvolver com respeito ao meio ambiente?Como?
Acredito que pode sim, com um tratamento de esgoto, controle de emissão de gases poluentes (carros e fábricas), incentivo para novas empresas ambientalmente corretas na cidade.

  1. O que você acha da setorização de serviços em ruas e bairros, como por exemplo a Av. Pedro II, Barro Preto, Prado...?
Excelente ideia!Porque agiliza a demanda de trabalho, diminuiria o trânsito de carros, já que não seria necessário sair do meu bairro para resolver pequenos problemas.

  1. Você acha que os moradores de favelas são 'forçados' a viver em aglomerados?
Depende, em alguns casos é por opção. É mais fácil dizer que não tem condições de se sustentar, e viver as custas do governo, com todos os auxílios oferecidos.

  1. Você costuma frequentar espaços públicos (praças, parques...) com que frequência?
Ás vezes, dependendo dos eventos que acontecem nesses lugares.

  1. O que seria um espaço público de qualidade para você?O que ele deveria ter para que você o frequentasse mais?
Um espaço arborizado, com segurança, de fácil acesso e bem cuidado e com eventos culturais periódicos.

  1. O que você considera o maior atrativo da cidade?E a maior carência?
No caso de Belo Horizonte, os shoppings, os estádios, teatro, feiras e shows...Mas a carência de Itabirito é a educação e a falta de repeito com às pessoas.

  1. Qual a medida prioritária que deve ser tomada pelo governo para a melhoria da cidade?
Deveria ser em segurança, saúde, organização do trânsito e investimentos em t ransporte público.

terça-feira, 29 de março de 2011

Belo Horizonte...

Prefeito de Nova Serrana admite problemas trazidos pelo crescimento

 Neto do fundador da cidade, o prefeito Paulo César de Freitas (PDT) corre para acompanhar o crescimento populacional, com gargalos na estrutura de saúde, mobilidade urbana, educação e segurança. Segundo ele, em 1989, ano de seu primeiro mandato, a cidade não chegava a ter nem 200 indústrias de pequeno porte. Naquela época, Nova Serrana sofria com falta de mão de obra. Para incentivar o fortalecimento do polo calçadista, a prefeitura estimulou a importação de trabalhadores, doando lotes para moradia. Hoje, a produção das mais de 1 mil indústrias do setor chega a 500 mil pares por dia. A explosão demográfica comprometeu a qualidade de vida.

“Antes de 7h, na hora do almoço e no fim da tarde, quando os trabalhadores deixam as fábricas, a cidade fica intransitável. Não anda nada!”, admite o prefeito, que planeja mudanças para conciliar o trânsito de caminhões e mais de 25 mil carros. Segundo ele, as ruas antigas são estreitas e, por isso, duas avenidas estão sendo construídas para retirar o fluxo pesado da área central.
Em 2009, Nova Serrana era considerada a terceira cidade mais violenta de Minas. O prefeito diz que, atualmente, o município ocupa a 49ª posição no ranking, apesar de ter um policial militar para cada 614 habitantes. “Vamos implementar o programa Olho Vivo e instalar 20 câmeras no Centro e em bairros onde há maior concentração de comércio e incidência de assaltos”, projeta Paulo César de Freitas.

“Passamos aperto na saúde e na educação, mas estou correndo contra o tempo e não vou ficar para trás no desenvolvimento. Prefiro falar dos pontos positivos do nosso avanço econômico. Quando se fala das questões negativas, parece que nosso crescimento fez mal à população e não é. A cidade está valorizada, vivemos no pleno emprego, falta até mão de obra”, exalta. Com relação à saúde, a expectativa é de que até o início do ano que vem estejam funcionando uma Unidade de Pronto Atendimento e duas de saúde básica. Para o prefeito, isso vai desafogar a grande quantidade de atendimentos no único hospital.

O prefeito diz que até 2012 vai investir R$ 300 milhões, verba das três esferas de governo, em obras de infraestrutura.

Futuro de monumentos brasileiros está em xeque

Preservação não se limita a antigas construções e cidades históricas. Presidente do Iphan alerta sobre a necessidade de adotar políticas que atendam demandas contemporâneas

Luiz Fernando de Almeida, presidente do Iphan, diz que políticas patrimoniais devem estar atentas ao presente

De tudo o que está sendo construído atualmente, o que será preservado daqui a 50 anos? “Está na hora de os brasileiros se fazerem esta pergunta”, afirma o arquiteto mineiro Luiz Fernando de Almeida, de 48 anos, presidente do Instituto do Patrimônio Artístico e Nacional (Iphan) desde 2006. O órgão tem a responsabilidade de proteger, preservar e divulgar os principais cartões-postais do país: Ouro Preto e Congonhas (MG), Corcovado (RJ), Pelourinho (BA) e a arquitetura de Brasília, por exemplo – acervo que orgulha os brasileiros. Tarefa nada simples, sujeita a polêmicas, poucos recursos e cobranças. 

Como o tombamento é política da década de 1930, explica Luiz Fernando de Almeida, há bens apropriados pela sociedade que já são parte do imaginário do brasileiro e desfrutam de grande legitimidade junto à população. Ouro Preto é exemplo disso. “Qualquer coisa que ocorre lá, todo mundo – e não só o Iphan – protesta”, observa. Por outro lado, há bens alvo de discórdia. “O tombamento do encontro das águas dos rios Solimões e Negro, em Manaus, patrimônio paisagístico, foi bastante polêmico. Como havia a intenção de construir um porto no local, o processo gerou embate entre os valores simbólico e econômico”, conta.

O presidente do Iphan avisa: patrimônio é conceito de valor, está ligado à qualidade de vida. “Pode-se, com políticas patrimoniais, intervir no processo de desqualificação das cidades, o que significa desarticulação da vida urbana, ausência de espaços públicos que congreguem as pessoas”, acrescenta. Reverter isso se dá, primeiramente, como exemplo. Ou seja, mostrando que cidades do período colonial têm qualidade de vida, observa Luiz Fernando. “Depois, a construção do patrimônio do futuro é tema colocado para toda política pública. Se temos de erguer uma ponte, por que ela não pode ter qualidade arquitetônica?”, questiona.

IDENTIDADE O especialista lembra que o conceito de patrimônio surgiu na virada do século 19 para o 20, na Europa, regido pelo tema da identidade nacional, procurando proteger a excepcionalidade do artístico ou de bens alusivos a fatos históricos. “Atualmente, o processo está ligado a indicadores de qualidade de vida das comunidades, não se volta apenas para a história e o passado. Patrimônio cultural deixou de se ater às exceções para se tornar política pública”, pondera. “Toda comunidade tem seu patrimônio, ele agrega uma população e cria identidade coletiva compartilhada”.

Esse conceito vem sendo ampliado. “É o modo como a sociedade produz e usufrui de bens culturais. Não é algo estático, mas dinâmico e vem se expandindo”, reforça Luiz Fernando de Almeida. Em análise no conselho do Iphan estão grandes inventários do conhecimento de caráter regional, caso das embarcações tradicionais do litoral brasileiro, da marcha empreendida pelo marechal Rondon ou da rede ferroviária brasileira. “Conhecemos pouco esses bens. As análises vão gerar propostas de proteção que darão origem a novos patrimônios e a novas referências para políticas patrimoniais de estados e municípios”, explica 

Na opinião de Luiz Fernando, a política de patrimônio cultural de Minas é bem consolidada. “Mas há desafios a serem enfrentados. É preciso ir um pouco além da onipresença do período colonial, do barroco e do rococó, compreender o patrimônio em dimensão mais ampla, de forma que incorpore todo o território do estado”, defende. Outro desafio: superar a setorialidade. “Patrimônio ambiental não pode ser só ambiental. Ele deve contribuir para o desenvolvimento urbano, industrial e econômico”. Um tema que conquista os holofotes, durante megaobras, são os sítios arqueológicos, lembra o presidente do Iphan.

VERBA Defesa do patrimônio remete à consciência cidadã ou a verbas? “As duas coisas andam juntas. A legitimidade política constrói a legitimidade para se conseguir mais recursos”, responde Luiz Fernando. Ele não esconde um paradoxo: “Todos dizem que o patrimônio cultural é importante, mas, quando se deparam com os recursos disponíveis, notam que são pequenos diante do muito a ser feito”, conclui.

Custo das catástrofes humanas e naturais triplicou em 2010

Danos provocados pelo tremor seguido de tsunami no Japão devem provocar "custos de seguro elevados" em 2011, diz grupo suíço

O custo das catástrofes de origem humana e natural triplicou no ano passado, principalmente em função de vários terremotos, e pode agravar-se ainda mais em 2011, após as tragédias no Japão e na Nova Zelândia, anunciou nesta terça-feira a seguradora suíça Swiss Re.

O prejuízo total chegou a 218 bilhões de dólares no ano passado, contra 68 bilhões em 2009, informou a Swiss Re, segunda maior seguradora do mundo. Sobre o total do custo de 2010, as companhias de seguros tiveram que pagar 43 bilhões de dólares, uma alta superior a 60%.

De acordo com o estudo anual 'Sigma', da Swiss Re, os desastres provocaram em 2010 a morte de 304.000 pessoas - o maior número desde 1976. O terremoto que devastou o Haiti em janeiro de 2010 foi o que mais causou vítimas, com 222.000 mortos.

Além das catástrofes naturais, fenômenos climáticos extremos também provocaram mortes e prejuízos. A onda de calor que afetou a Rússia em junho de 2010, por exemplo, deixou 55.630 vítimas fatais. No quesito custos, o terremoto que atingiu o Chile em fevereiro de 2010 foi o desastre mais caro do ano, com um prejuízo de 8 bilhões de dólares, seguido pelo terremoto na Nova Zelândia, em setembro, que custou 4,5 bilhões.

No entanto, foram as 63 tempestades de 2010 que, em conjunto, causaram o maior dano, com 20,1 bilhões de dólares em prejuízos - em comparação, os 13 terremotos de 2010 custaram 12,9 bilhões de dólares às seguradoras.

"Apesar da atividade sísmica mundial não mostrar um aumento em longo prazo, as mortes e os danos provocados pelos tremores estão em alta", estimou um dos autores do levantamento, Balz Grollimund. Neste sentido, a Swiss Re indicou que "2010 viu alguns dos terremotos mais terríveis da história".

O crescimento da população, em especial em áreas urbanas localizadas em zonas de intensa atividade sísmica, é responsável por esta tendência, explicou Grollimund. As catástrofes registradas no ano passado demonstram a necessidade de "melhorar a gestão e prevenção das crises", destacou Thomas Hess, economista da Swiss Re.

Os países emergentes não estão muito cobertos pelas seguradoras, lamentou o especialista, indicando que a crescente prosperidade nestas nações, entretanto, deve melhorar a situação. Os terremotos provavelmente vão aumentar a fatura das seguradoras em 2011. O terremoto que atingiu Christchurch, na Nova Zelândia, em fevereiro, pode custar entre 6 e 12 bilhões de dólares.

Os danos provocados pelo tremor seguido de tsunami do dia 11 de março no nordeste do Japão, por sua vez, devem provocar "custos de seguro elevados", principalmente em função das avaria sofridas pela central nuclear de Fukushima Daiichi (N°1), estimou a Swiss Re. O grupo suíço calcula seus próprios custos no Japão em 1,2 bilhão de dólares.

Rio precisa de até R$ 13 bi para Olimpíada, diz BNDES

Os investimentos necessários para a cidade do Rio de Janeiro estar "plenamente preparada", em 2016, para receber os Jogos Olímpicos, giram em torno de R$ 12 bilhões a R$ 13 bilhões. O cálculo foi citado hoje pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. "Ressalto, porém, que este é um cálculo preliminar, somente. Este número pode mudar", afirmou.

Hoje, em evento sobre esportes na sede do BNDES, Coutinho explicou que o banco está atento às necessidades de recursos da capital fluminense para a Olimpíada de 2016. Segundo ele, o banco participará de um grupo de trabalho nos próximos meses, juntamente com o Ministério do Esporte, para efetuar cálculos sobre estimativas dos investimentos a serem feitos no Rio para o evento.

Ele explicou que o cálculo preliminar não leva em conta somente recursos do BNDES em apoio à participação do Rio como sede da Olimpíada. "Estes números preliminares, de R$ 12 bilhões e de R$ 13 bilhões, são as estimativas que levam em conta a parte (de investimentos) em hotelaria, em infraestrutura aeroportuária e em segurança" disse. Coutinho acrescentou que o montante também incluiu a infraestrutura que será usada diretamente no evento, como equipamentos e arenas.

Coutinho comentou que os investimentos também são "superpostos" aos recursos que a capital fluminense necessitará para receber a Copa do Mundo em 2014 - já que muitos empreendimentos que serão usados para a Copa também serão aproveitados durante a Olimpíada. Sobre as arenas para a Copa do Mundo apoiadas pelo programa BNDES Pró-Copa, que prevê um teto de R$ 400 milhões para cada empreendimento de estádio, Coutinho afirmou que todos os projetos "estão nos trilhos". "Nos dois casos em que há atrasos no cronograma, ainda há tempo hábil para a participação na Copa do Mundo. Talvez não para a Copa das Confederações (em 2013), mas com certeza para a Copa do Mundo", afirmou.

Coutinho não citou os nomes dos estádios que estão com atraso de cronograma. No entanto, em entrevista em fevereiro deste ano, o diretor de Inclusão Social e Crédito do BNDES, Élvio Lima Gaspar, havia afirmado que os estádios de Natal e São Paulo eram os que "inspiravam mais cuidados" em termos de prazo.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Restaurantes procuram ci­dades 'esquecidas'

PAULO MUZZOLON
EDITOR-ASSISTENTE DE MERCADO


Restaurantes acompanham atentamente a criação de shoppings para entrar em ci­dades que, até então, não es­tavam no mapa do setor.
A rede Vivenda do Cama­rão, por exemplo, instala franquias em municípios a partir de 250 mi habitantes. "Consideramos importante essas cidades que, muitas ve­zes, têm potencial de merca­do e são 'esquecidas', por es­tarem no interior dos Esta­dos", informou a empresa.
Em 2010, das 22 lojas inau­guradas pela rede, 12 estavam em municípios com menos de 1 milhão de habitantes --todas em praças de alimen­tação de shopping centers.
A Rei do Mate prevê abrir lojas em pelo menos seis ci­dades neste ano que também têm população inferior a 1 milhão. "Os motivos que nos levam a expandir fora das ca­pitais são o aumento do po­tencial de consumo de clien­tes em regiões que estão em franco crescimento em fun­ção da economia local mais forte e oportunidade de ex­pansão em novos mercados ainda inexplorados, mas com potencial", informou.


RENDA PER CAPITA
Há três anos a rede Spoleto iniciou um estudo de viabili­dade de novas franquias a partir do cruzamento de da­dos de renda per capita e po­pulação dos municípios. Ho­je a empresa prospecta cida­des com renda per capita aci­ma de R$ 8.000 e população superior a 150 mil habitantes.
"Essa uma grande mudan­ça, antes não íamos para mu­nicípios com menos de 300 mil habitantes", afirma Re­nata Rouchou, diretora de expansão da Spoleto.
A partir dessa análise, a empresa começa a prospec­tar o Nordeste. " Descobri­mos Maracanaú (CE), com quase 210 mil habitantes e renda per capita de R$ 15.620. Também temos que conhecer Sobral (CE)", diz.
"Prospectamos novos luga­res devido ao crescimento da faixa de consumo e da indús­tria de shoppings. Com as classes C e C1 podemos ter uma massa de consumo que não estava prevista antes."
A empresa tem 234 lojas atualmente e pretende abrir pelo menos de 30 a 35 novos pontos neste ano.


INTERIOR PAULISTA
Renata continua aposen­tando no interior de São Pau­lo, onde, segundo ela, "há um crescimento absurdo".
Além da migração que paulistanos para interior, que levam consigo hábitos como almoçar fora de casa, a Spoleto está de olho em pro­jetos específicos de algumas cidades, como Jacareí, onde será instalada uma fábrica da montadora chinesa Chery.

Shoppings avançam para o interior em busca de novos mercados

PAULO MUZZOLON
EDITOR-ASSISTENTE DE MERCADO


Os shopping centers estão se dirigindo para o interior em busca de novos mercados. O alvo dos novos investimentos são cidades com mais de 150 mil habitantes.
Essas cidades se tornaram atrativas diante da falta de terrenos amplos e baratos nos grandes centros e do crescimento de consumidores com o avanço da classe C.
Até 2012, 56 novos shopping devem ser inaugurados no país, segundo a Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers). O setor fechou 2010 com 408 empreendimentos e crescimento de 17% sobre as vendas de 2009, totalizando R$ 89 bilhões em faturamento.
Dos 56 novos shoppings previstos, 36 estarão em cidades com menos de 1 milhão de habitantes, em municípios como Indaiatuba (SP), Blumenau (SC), Cariacica (ES) e Londrina (PR).
Luiz Fernando Veiga, da Abrasce, diz há cerca de dez anos 85% dos shoppings estavam em capitais. O percentual caiu para 55%, e deve diminuir ainda mais.
Marcelo Sallum, sócio-diretor da Lumine --especializada em administração de shoppings--, destaca que os centros de cidades de porte médio não têm mais como crescer, dificultando a ampliação do comércio local.
Logo, a solução apresentada é a criação de um novo local de compras, muitas vezes distante do centro, com potencial para atrair clientela.


Construção do shopping Polo, com área para 180 lojas, cinema e supermercado, em Indaiatuba(SP); grupo espera que investimento de R$ 120 milhões retorne em até 7 anos, gerando lucro anual de até R$ 20 mi.

CLASSE C
O fenômeno classe C ajuda a impulsionar a construção dos empreendimentos. "Hoje a nova classe média frequenta pouco o shopping, mas isso está mudando", diz.
Adriana Collo, superintendente de operação da Abrasce, diz que enquanto houver renda e emprego em crescimento, "por mais que o financiamento diminua", as vendas irão aumentar (a previsão para este ano é de avanço de 12% no faturamento).
Nos últimos anos, sete grandes grupos de shoppings abriram capital na Bolsa. O crescimento do setor também chamou a atenção de investidores estrangeiros.
Desde 2005, nove desses grupos investiram em shoppings no Brasil. Fundos imobiliários e de pensão, além de fundações, também investem nessa área, diz Adriana.
CIDADES VIÁVEIS
Segundo Luís Augusto da Silva, da Alshop (associação de lojistas de shoppings), estudos prévios são usados para analisar a viabilidade de entrada de shoppings nos municípios menores.
"Cidades como Vinhedo (SP) e Caruaru (PE), por exemplo, já têm potencial para atrair um shopping." Pelos critérios da Alshop, o país tinha 744 shoppings em 2010. Para a Abrasce, o número é menor porque ela só considera os que têm área vendável superior a 5.000 m2. Locais vistos como shoppings pela Alshop --que prevê 124 novos centros neste ano- são galerias para a Abrasce.


sábado, 19 de março de 2011

Desenvolvimento X Burocracia

Brasil recebe nota 9 (nove) e é destaque em burocracia, ou será burrocracia? Em todo caso, o fato é que quase tiramos 10 (dez)!!!

Segundo pesquisa recente realizada por organismos internacionais, em uma escala de zero a dez, o Brasil obteve nota 9 (nove), em entraves burocráticos. O que será que faltou para conseguirmos atingir a nota máxima e alcançarmos mais um recorde vergonhoso?

O Brasil torna-se ano após ano o paraíso do incentivo ao empreendedorismo, da Alavancagem das empresas já existentes e da abertura comercial para entrada de empresas estrangeiras, porém, na contramão das iniciativas governamentais está a tão famosa e conhecida “burocracia”, inerentes a maioria dos órgãos de fiscalização e controle do próprio governo, reflexo esse de uma herança que há décadas não sofre uma reformulação. As necessidades de reforma política, tributária e jurídica são indispensáveis e a muito debatidas por um número cada vez maior de especialistas e interessados no desenvolvimento do país.

Os dados da pesquisa foram apresentados durante o debate “Segurança Jurídica: Quais são os obstáculos para modernização do Brasil”, realizados no último dia 16/02/2011 quarta-feira, na sede do FECOMERCIO – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, pelo CEO da BRAiN – Brasil, Investimentos e Negócios.

O resultado acentua a necessidade e o caráter de urgência do tema em questão, enquanto não tivermos representantes do povo realmente preocupados e comprometidos com os interesses do país, a Sociedade continuará lamentando o desenvolvimento lento e cerceado da indústria, do comércio, e de outros setores responsáveis pelo crescimento da nação.

Ainda segundo dados da pesquisa, o momento atual é perfeito para o país se transformar em um grande polo de Investimento global, pois sua imagem é positiva no mercado externo. Outro ponto bastante interessante é que temos a terceira maior Bolsa de Valores do mundo e 80% do mercado de equities (apresentação de um Investimento pelo valor patrimonial) da América Latina.

Não custa lembrar que durante o período da última crise o Brasil teve um comportamento invejável, recuperando-se rapidamente dos efeitos por ela causados e tornando-se atrativo para o mercado externo.

Fica claro que o maior impedimento para o Brasil alcançar um patamar de país de primeiro mundo, é a falta de vontade política em mudar as regras do jogo, principalmente no tocante a reforma tributária e jurídica que a muito se anseia mais não acontece, e ninguém sabe por que. É relevante destacar que o fator educação é primordial para consecução das políticas públicas, pois uma população mais consciente de sua importância no desenvolvimento da nação torna-se mais participante.

Os entraves burocráticos são resultados da insuficiência ou inexistência de mudanças nas áreas acima citadas em concomitância com excesso de ministérios e secretarias criados com a justificativa de diminuir ou combater os entraves que cerceiam o desenvolvimento do país, porém, os mesmos apenas têm servido de paliativo, tornando-se muitas vezes ineficientes ou até contribuindo para o aumento da morosidade nos processos de legalização dos empreendimentos e da abertura de novos investimentos.

O côncavo e o convexo, essa é a melhor forma de definir o Brasil no atual momento de nossa economia, de um lado tudo que é preciso para sairmos da incomoda posição de país de terceiro mundo, do outro tudo lado tudo que impede essa mudança. A pergunta é: Até quando???

Autor: Laudelino L. C. Tanajura

Prefeitos mineiros lutam pelos royalties do petróleo

Reportagem de Leonardo Augusto - Estado de Minas (11/12/2010).

A Associação Mineira de Municípios (AMM) divulgou manifesto sexta-feira a favor da distribuição dos royalties do petróleo a ser retirado do pré-sal, no formato aprovado pelo Congresso Nacional, que reparte os recursos da exploração do óleo com base no Fundo de Participação dos Estados (FPE) e o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O temor é de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vete o texto, privilegiando Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, onde estão localizadas as maiores reservas de petróleo no Brasil. Na hipótese de sanção, o repasse para Minas Gerais saltaria de R$ 274 milhões por ano para cerca de R$ 2 bilhões, conforme dados citados pela AMM.


A participação maior dos estados e municípios na distribuição dos royalties do óleo está prevista em emenda apresentada pelos senadores Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG). Conforme o manifesto divulgado pela AMM, a sanção do presidente é “a salvação para os municípios, que penam com receitas estagnadas e repasses que os colocam em situação pré-falimentar, já que ficam com apenas 17% do bolo tributário nacional, enquanto o governo federal detém mais de 70% de tudo o que é arrecadado”.

Conforme contas da AMM com base em números do gabinete de Humberto Souto, cerca de 70% dos municípios mineiros receberão aproximadamente R$ 220 mil por ano, caso o presidente vete o texto. Na hipótese de sanção, o valor sobe para R$ 1,6 milhão por ano. Para a AMM, “somente assim, os municípios terão condições de cumprir o seu papel, que é oferecer aos cidadãos serviços públicos de qualidade nas áreas de saúde, educação, segurança, transporte, moradia e de infraestrutura em geral”.

Os prefeitos prometem ir a Brasília no dia 15 para pressionar pela sanção do texto. “Vamos tentar uma audiência com o presidente Lula. Vetar o texto é tirar de quem não tem nada e dar para quem já tem muito”, diz o presidente da AMM, José Milton de Carvalho Rocha. A argumentação dos estados produtores para que permaneçam como hoje, recebendo a maior parte dos royalties do petróleo, é de que a exploração do óleo gera aumento da população, que migra em busca de emprego, demandando mais saúde, educação e segurança.

Guerra


Além do pré-sal, outra reivindicação dos prefeitos é a regulamentação da Emenda 29, que destina mais recursos para investimentos em saúde. Segundo contas da AMM, a entrada em vigor do texto significaria R$ 24 bilhões a mais por ano para o setor. Conforme os prefeitos, os recursos dariam alívio para as cidades, já que, de acordo com dados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), as prefeituras, apesar de serem obrigadas a destinar 12% da receita em saúde, chegam a aplicar 23%.

Estudantes aquecem o mercado imobiliario de BH

Nesta época do ano, com o início do ano letivo, o mercado imobiliário é aquecido com a busca de imóveis para aluguel por universitários. Muitos são de outras cidades, outros querem sair da casa dos pais assim que iniciam o curso universitário e ainda têm os que moram longe do local de estudo e alugam um apartamento próximo ao campus para economizar no transporte e no tempo gasto para locomoção. Os jovens buscam praticidade e comodidade em um apartamento pequeno, de no máximo dois quartos, que seja próximo ao local de estudo. De acordo com profissionais da área, a procura pode aumentar em até 30% nos meses de dezembro e janeiro.

Segundo o diretor da Coração Eucarístico Netimóveis, Eurico Santos Neto, os imóveis que atendem ao público universitário são os apartamentos sem área de lazer, para que o condomínio fique mais barato, sem garagem e que permitam que o estudante possa ir a pé para a faculdade. "A exigência é por bairros próximos ao local onde estudam. O imóvel precisa oferecer praticidade, pois muitos estão saindo da casa dos pais pela primeira vez e, justamente por isso, um apartamento pequeno atende muito bem esse perfil de locatário", disse.
De acordo com ele, o preço desse tipo de imóvel varia entre R$ 800 e R$ 1.200, de acordo com as características de cada apartamento. Segundo o diretor, a maioria dos imóveis é alugado em nome dos pais, já que os estudantes não possuem os requisitos para que um contrato seja estabelecido. "O contrato exige renda fixa e fiadores e para a maior parte dos estudantes ainda não é possível apresentar esse tipo de exigência. Por isso, os pais fazem o contrato de locação e muitas vezes o apartamento é ocupado por mais de um membro da família, dois irmãos ou primos", conta.
 
Condomínios dificultam aluguel para estudantes
Depois da dificuldade para conseguir vaga em uma boa universidade, estudantes ainda têm que enfrentar uma maratona para alugar apartamento para moradia. A união de jovens para dividirem as despesas de moradia é conhecida como república estudantil. Famosas por promoverem festas e não possuírem muitas regras, as repúblicas são mal vistas por muitos síndicos e moradores de condomínios residenciais. Muitos prédios têm criado cláusulas no regulamento condominial que proíbem a locação dos apartamentos para repúblicas de estudantes. De acordo com o diretor da Coração Eucarístico Netimóveis, Eurico Santos Neto, quando o condomínio não permite repúblicas, a imobiliária acata em respeito, mesmo não havendo legislação que proíba. "Não achamos válido criar problemas aos condomínios e por isso respeitamos. Mas, como há dificuldade em caracterizar república, pelo fato de alguns estudantes serem primos ou irmãos, muitos casos acabam acontecendo", justifica.

 
O estudante de química Thiago Romano, 21, teve dificuldades para alugar o apartamento para morar com três amigos. Os quatro são de Sete Lagoas, na região Central do Estado, e vieram para a capital para cursar a universidade. No entanto, quando falavam na imobiliária que o aluguel era para estudantes, o contrato era inviabilizado. "Nenhuma imobiliária aceitou alugar o apartamento para a gente. Tivemos que procurar muito e, mesmo assim, só conseguimos alugar porque um amigo da família tem um apartamento e aceitou locar para nós", afirma.  Síndica de um prédio no bairro Coração Eucarístico, na região Noroeste de Belo Horizonte, Vivian Castro diz que já teve muitos problemas com estudantes e por isso o condomínio vetou o aluguel para eles. "Na maioria das vezes, os jovens são desregrados e longe da presença dos pais acabam dando festas e provocando muitos transtornos. Houve um caso aqui no prédio em que moravam três rapazes e tinha festa todo dia. Os vizinhos fizeram um abaixo-assinado e conseguimos retirar os moradores. Depois disso, a opção foi pela proibição", diz.

 
Já o estudante de veterinária Guilherme Fernandes, 19, não teve problemas para alugar o apartamento que mora com dois amigos. "Na imobiliária que procuramos, informamos que o apartamento seria ocupado por três estudantes. Fizemos o contrato no nome do pai de um dos moradores, por causa das exigências de renda, e vivemos pacificamente com os vizinhos", garante. O estudante acrescenta que o segredo para a boa convivência é o respeito pelas normas e pelos outros moradores. "Já fizemos festas no apartamento, mas nunca ultrapassamos o horário de 22h com música alta ou conversa em tom de voz elevado. Acredito que se a pessoa for educada, não haverá problemas, mesmo que o apartamento seja dividido por muitos estudantes. É tudo uma questão de educação", afirma.

 
O diretor da Coração Eucarístico Netimóveis, Eurico Santos Neto, acredita que exista um pouco de implicância com os estudantes e que as normas do condomínio podem ser quebradas por qualquer morador. "O que observamos é que existem síndicos que estão completamente fechados para a formação de repúblicas. Já aconteceu de alugarmos um apartamento para dois jovens e o síndico nos procurar reclamando. Informamos ao pai do estudante, responsável pelo aluguel, e conseguimos outro apartamento para os dois. Nesse segundo imóvel, não houve nenhum tipo de reclamação e os jovens são bem quistos no condomínio", conta.

 
Fiador com imóvel quitado na capital pode dificultar o contrato
Um dos grandes problemas para quem aluga é conseguir um fiador com imóvel quitado na cidade onde o imóvel está sendo locado. De acordo com o corretor de imóveis Lucas Lisboa, a exigência é feita pela maioria das imobiliárias. "Ter um fiador com imóvel quitado é uma garantia para quem está alugando um imóvel. Mesmo com outras opções, o fiador é sempre desejado e muitos contratos podem cair por causa disso", disse. Segundo ele, uma das opções é o seguro-fiança, que custa cerca de um mês e meio o valor do aluguel. "O seguro-fiança é previsto pela Lei do Inquilinato e substitui a figura do fiador na contratação de aluguéis de imóveis. Ele garante ao proprietário o recebimento das mensalidades", explica.

 
Ainda em fase de testes e implantação, o Cartão do Aluguel, produto da Caixa Econômica Federal, é um instrumento que poderá substituir o fiador. O Cartão Aluguel funciona de maneira semelhante ao cartão de crédito, e poderá garantir até 12 meses de aluguel do imóvel. O inquilino pagará uma taxa de anuidade de R$ 96 e a Tarifa de Manutenção de Aluguel (TMA) de 6,67%, cobradas junto com a fatura do cartão. Caso o aluguel não seja pago em dia pelo inquilino, serão cobrados 10,02% de juros e a imobiliária será avisada para que tome as providências cabíveis.
 
"A questão do fiador já mostrou que é um problema para o locatário e para quem aceitar ser fiador de um imóvel. Já vimos relações de amizade terminarem por causa de uma dívida que não foi quitada. Se puder substituir a figura do fiador, melhor", aconselha.
 
Fonte: Jornal O Tempo

sexta-feira, 4 de março de 2011

Expansão imobiliária transforma as cidades brasileiras

Quando o impacto no trânsito é grande, uma lei municipal determina que as construtoras deem uma contrapartida.

A indústria imobiliária tem apresentado números grandiosos aqui no Brasil, nos últimos anos. A multiplicação de lançamentos e de obras é visível nas cidades e os resultados dessa expansão também.
Só em São Paulo, foram construídos quase cem apartamentos por dia nos últimos cinco anos e falta espaço nas ruas pra tanta gente e tanto carro.
Congestionamento na garagem às 7h, na Zona Sul de São Paulo, e o morador respira fundo para o primeiro desafio do dia: “É terrível. Você já se prepara dentro do elevador. Você tem que sair com o espírito preparado, porque eu vou levar 15 minutos para sair da minha rua. Não é nada bom”, comenta o contador Fernando Mazzeo.
Uma foto tirada no início dos anos 80 mostra que ela é de uma das avenidas mais ricas da cidade. No centro da imagem, há um dos poucos prédios. Já nos anos 90, o mesmo endereço já havia mudado. Hoje, um edifício, quase desaparece, no meio das outras torres.
O arquiteto Carlos Bratke, que projetou a maioria dos prédios, diz que a iniciativa privada foi mais rápida do que o poder público: “o que acontece é que, infelizmente, o planejamento público é feito a reboque. Deixa acontecer o incêndio para depois apagar”.
Na Zona Leste, o corretor de imóveis Sílvio Gonçalves faz as contas. “Eu, a pé, consigo chegar ao mesmo tempo do que indo de automóvel”.
Em apenas cinco anos, foram construídos em São Paulo, 176 mil apartamentos. Em média, 96 ficam prontos por dia.
Morador de outro bairro tradicional, a Mooca, o administrador Ângelo Agarelli diz que a região mudou muito nos últimos cinco anos: “A Mooca, um bairro completamente tranquilo, você andava com facilidade. Hoje, já há uma dificuldade bastante grande, principalmente no horário de pico”.
Em uma foto da década de 40, eram os carroceiros que congestionavam a rua. Hoje, as antigas casas rapidamente estão dando lugar a prédios.
Quando o impacto no trânsito é grande, uma lei municipal determina que as construtoras deem uma contrapartida. A empresa responsável por uma obra está sendo obrigada a erguer um viaduto e alargar uma das principais vias de acesso da cidade. Tudo porque o empreendimento atrairá muitos veículos para a área.
“Não podemos impedir a implantação, a construção de um prédio nessas condições. Nós podemos é estipular medidas compensatórias”, afirmou o superintendente de planejamento da CET, Ricardo Laiza.

Expansão das cidades e rodovias degradam o meio ambiente


            Quando se fala em degradação ambiental, pensa-se logo em esgotos a céu aberto, lixões ou em madeireiras e mineradoras que destroem o meio ambiente.
            Poucos são os que avaliam que a construção de estradas e rodovias e, até mesmo, o crescimento de cidades, também podem prejudicar o ecossistema. Isso porque, para a abertura de rodovias e para a expansão de uma cidade, são devastadas áreas enormes de florestas e se interfere diretamente no habitat das espécies que vivem na região.
            Na região da caatinga, as atividades econômicas desenvolvidas são as principais responsáveis pelos distúrbios causados ao ecossistema e por isso devem ser bem planejadas, visando ao desenvolvimento sustentável.
            Como explicam pesquisadores da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco, em artigo publicado na revista Brazilian Journal of Biology, `estradas e cidades representam enormes fontes de degradação dos ecossistemas adjacentes no que se refere à ciclagem de nutrientes, energia, fluxo de água e à composição de espécies`.
            Além disso, eles afirmam que os animais podem ser afetados pelas rodovias no que diz respeito à migração, meio de sobrevivência e isolamento populacional.
            Dessa forma, eles procuraram descobrir de que maneira a distância de cidades e rodovias está associada à perda e à fragmentação da caatinga, um tipo de vegetação seca e composta por pequenos arbustos, que é característica do Nordeste brasileiro.
            De acordo com o artigo, foram mapeados 145 km de estradas pavimentadas, bem como a vegetação remanescente e as sete cidades centrais.
            Os resultados mostram, segundo o texto, que a vegetação da caatinga está reduzida a 13% da sua cobertura original. Além disso, constatou-se que há uma correlação positiva entre a distância de rodovias e cidades e o percentual de vegetação remanescente. Ou seja, quanto mais próximo se está das cidades e estradas, menos vegetação se consegue encontrar.
            Por isso, é de fundamental importância que haja estudos mais aprofundados dos efeito ecológicos que a construção de vias pavimentadas e o crescimento de áreas urbanas podem causar no ecossistema de uma região. Também devem ser identificadas e estabelecidas áreas prioritárias de conservação, pois é um absurdo o sistema de proteção de áreas naturais só cobrir 0,87% da região que a caatinga ocupa.
           Como afirmam os pesquisadores, `um plano regional para o estabelecimento de áreas prioritárias para conservação na caatinga deve considerar a densidade das cidades e das rodovias como um indício de distúrbio e como um sinal de degradação potencial do habitat`.